Bolinhas de felicidade

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Desde que me entendo por gente, tenho vários picos de ansiedade ao longo dos anos. Muitos momentos depressivos e alguns medos. Nunca achei que isso fosse um problema. Acreditava que todo mundo era assim, afinal, altos e baixos fazem parte da vida. Entretanto, tenho visto tantos comportamentos moldados, indiferentes e disfarçados por pílulas de alegria que chegam a custar 5 reais e que estão no ranking dos remédios mais vendidos no Brasil. Isso me assusta!

Alguém acredita que apatia é felicidade? Eu não. Sou o tipo que faz drama, no melhor dos sentidos, se é que existe isso. Choro, rio, brinco, sofro, tenho crises de riso… Dificilmente alguém nunca me viu assim. Uma pena que para isso eu tenha que sentir na pele o julgamento desse tipo de atitude que, diante dos apáticos, são exageradas.

“De novo, na minha cabeça, sentir angústia é se sentir vivo, chorar é um privilégio de quem sente muito, e quem sente muito, está aberto a viver com intensidade.”

Talvez eu seja mesmo louca. Mas vou continuar sendo louca sem remédio. Acho essencial encarar as dores, sofrer achando que nunca vai se recuperar e perder o ar com a ansiedade. Normal. Isso éapenas uma crítica à banalização dos antidepressivos, aos médicos que não procuram outras alternativas e, principalmente, uma crítica à formação de uma geração despreparada para escutar um não.

Minha dica, se encare. Se encontre. Questione-se! Se precisar de ajuda, procure um psicólogo.

2 comentários sobre “Bolinhas de felicidade

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