Romances descartáveis

Dia desses, conversando com uma amiga que não via há muito tempo percebi que ela estava passando e sentindo várias coisas que eu, e metade das jovens desse planeta, também vivencio. Falávamos sobre o tédio de viver como robozinhos numa sociedade que te cobra mudanças, relacionamentos fantásticos e da imensa vontade de mudar tudo isso, mas sem sacrifícios, sem se mover e nem se esforçar para que a mudança ocorra.

Sabe aquela sensação de que você só conhece “caras errados”-  que você é a culpada de tudo – que coisas ruins estão destinadas a você – que nada de novo acontece na sua vida – que tudo precisa mudar ? Pois bem, nós nos acostumamos com todos esses questionamentos e acabamos por ‘deixar a vida nos levar do jeito que ela bem entender’’.

Passamos a viver relacionamentos descartáveis.Daqueles que não exigem muito de você, de um jeito em que basta repetir comportamentos e daqui a pouco tudo não passa de mais um caso de amor.

A vontade de mudar até existe, mas ela não se mostra forte o suficiente para se concretizar. Somos adeptos da arte de viver como robozinhos.

A conclusão é que não basta sobreviver a esse caos. Eu quero VIVER relacionamentos reais, com início, meio – e se tiver que acabar, que acabe, mas que tenha história e conteúdo. Quero ter a certeza que tudo que eu fiz, foi porque eu realmente queria e não porque a vida havia “me feito fazer”.

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4 comentários sobre “Romances descartáveis

  1. Sentimentos fragmentados, amores fragmentados, pessoas fragmentadas… e assim por diante, Hoje em dia, é bem difícil um jovem fazer promessas para a vida inteira… nem os homens e nem as mulheres têm força para encarar compromissos longos – não querem correr riscos… (há excessões é claro e isso vai depender do grau de influência do mundo exterior que o/a atinge ou da cultura a qual pertença – famílias mais tradicionais, por exemplo, exercem uma força mais ativa e mais forte sobre os jovens e aaaiiinda conseguem formar caráter) Enfim… você e a sua amiga são apenas dois peixinhos desse mundo cruel… realmente a mundança deve começar conosco mesmos… Belo questionamento o seu post.
    http://www.ranchodoperegrino.wordpress.com

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  2. Uma coisa interessante disso tudo também é a questão de se dar uma chance Fi. Caras que não valorizam tem muitos por aí, porém também existem muitos que respeitam, são carinhosos, preocupados… são tudo de bom, porém tem medo. Sabe o que eu ouvi de um cara que conheci recentemente? “Eu sou querido/amigo demais, por isso que nenhuma mulher que ficar comigo. No fundo toda mulher gosta do cara que faz mal pra ela”.
    É só se dar uma chance. Uma chance de esperar, uma chance de fazer um amigo, uma chance de se conhecer e uma chance de aproveitar um romance com todas as partes. Com esse cara que me disse ser “querido/amigo demais”, já vivi muito mais situações bacanas do que da época que eu estava com meu ex namorado… Estou sendo tratada bem demais e tudo está fluindo com calma. É a vida mostrando que sempre vem algo bacana no caminho, não importa quando ou em qual situação 🙂
    Sorte para você Fi, calma também…
    Beijão!

    p.s: Te indiquei para uma tag curtinha, dá uma olhada https://divergenciasvitais.com/2016/05/11/tag-literaria-escritores/

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    1. Ai, Bru!! Que coisa mais linda ❤ eu desejo a você toda a sorte de um amor lindo, tranquilo e duradouro! Você merece muito . Eu ainda estou na minha procura, mas cada dia aprendo um pouquinho mais sobre mim e tento me aprimorar! Muito obrigada por ter me indicado, assim que tiver um tempinho, eu responderei! Beijos

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