Um pouquinho sobre mim

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Hello, people!!

Eu sou a Fiama Souza e esta história começa no dia 11 de agosto de 1992, o dia que eu conheci o mundo, na pequena cidade mineira de Mariana. Minha mãe foi “mãe solteira” com 21 anos –  imagino que se hoje isso não é uma tarefa fácil, há 24 anos atrás então…

Minha família é composta por minha mãe, meus dois irmãos (Micheline e Gabriel), minha avó e meu avó (ele faleceu em 2012, mas sinto a presença dele em minha vida até hoje), o meu pai (que é pai biológico dos meus irmãos e se tornou meu pai quando eu tinha dois anos) e a minha irmãzinha Bia que nasceu do segundo casamento do meu pai.

Ah, meu pai, mesmo sem ser biológico, é meu pai e ponto final. Os meus avós, tios e primos também não são biológicos. Meus avós adotaram a minha mãe quando ela tinha cinco anos de idade. Mas eles não deram nome e sobrenome, ela continuou com o registro que a mãe biológica dela deu. Contudo, eu os considero parte de mim, são da minha família mesmo, independente de sangue.

Eu sempre morei na casa dos meus avós, até os meus oito anos minha mãe morou aqui com a gente, depois ela s foi embora e deixou – eu e os meus irmãos aqui. A presença dos meus tios e dos meus primos foi muito importante na minha vida. Eles deram muito suporte e apoio para os meus avós enfrentarem essa árdua tarefa de educar três crianças que haviam sido “abandonadas” pelos pais.

Não foi fácil crescer sem meus pais. Eu sempre me questionei e me culpei por isso. Meus avós nunca me deixaram faltar nada. Mas as vezes tudo que a gente precisa é de pai e mãe. Na escola, eu nunca soube o que falar quando as minhas amigas me perguntavam. Eu tinha vergonha de falar que os meus pais se separaram e me deixaram na casa da minha vó.

Além disso, era muito difícil quando alguém pedia o nome dos “pais ou responsáveis” e eu falava o nome da minha avó e a pessoa virava para mim e falava: “como ela é sua avó se vocês não têm o mesmo sobrenome?”. Eu, uma garotinha, um baby, tinha que explicar isso, não foi fácil. Eu tinha vergonha de mim, da minha história e sentia muita culpa por tudo isso.

Eu e meus irmãos estudamos na mesma escola, desde sempre, era uma escola particular e meus avós se esforçaram muito para nos proporcionar uma boa educação, pagando uniformes, van, escola; eu não tinha o material igual ao dos meus amigos e nem levava lanches e muito menos dinheiro para o lanche, mas eu me virei lá e deu certo ahah…

Quando eu entrei no ensino médio eu consegui uma bolsa de estudo em outra escola, que era bem melhor e mais perto da minha casa. Eu morria de vergonha de falar que eu era bolsista. Além disso, morria de vergonha quando minha avó conhecia minhas novas amigas e falava com elas a história da minha mãe e tudo mais. Quem conhece minha avó sabe o tanto que ela fala ahahhaha Acho que não era por mal, maaaas.. Na fase de adolescente, tudo, tudo mesmo nos incomoda.

Como a diferença de idade minha para os meus avós era muito grande eu fui privada de muitas coisas: nunca ganhei celular, não tinha internet na minha casa, nem computador, eu nunca ia para pizzarias, nem viajava e não tinha ninguém para falar de relacionamentos, sexo e  talz.

Acho que por causa disso tudo eu tive alguns – vários –  complexos. MAS foi por causa disso tudo que eu me tornei que eu sou e eu tenho muito orgulho disso

Comecei a fazer terapia com 18 anos, não foi um tratamento contínuo, mudei várias vezes de psicóloga, eu faço até hoje e me ajudou muito.

Além disso, criei o blog. Nossa, sem sombra de dúvidas, essa foi minha melhor terapia. Na época, me incomodava o que as pessoas falavam tipo: ai que vontade de aparecer, ai como você é brega, ai que idiota e tals.

Mas eu continuei escrevendo. Aprendi muitas coisas! A minha aceitação sobre quem eu sou e o que eu quero me tornar é a melhor delas =D

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3 comentários sobre “Um pouquinho sobre mim

  1. Fiama! Sou grata por você se abrir conosco, linda sua história e quem você se tornou. Isso é o que realmente importa. 😀 Na verdade, temos um histórico semelhante. Também sou filha adotiva, não conheci meu pai e com minha mãe biológica tenho contato até hoje. Esse lance dos sobrenomes foi chato mesmo, meu sonho é mudar o meu registro, ainda não fui atrás ver se é possível, imagino que sim ^^ Enfim amiga que Deus a abençoe, bem como tua família! No final das contas, somos todos filhos do mesmo Pai, certo?! Beijão!

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