O assédio de José Mayer #Mexeucomumamexeucomtodas

Hello, people!

Muito tempo que não falo sobre feminismo por aqui, né? Digo isso com aperto no coração, porque se tem uma coisa que faz parte do meu dia 24 hrs é esse tal de feminismo. Ele vai desde as conversas na minha casa às minhas inúmeras tarefas do dia a dia: pegar ônibus, carona, ir a faculdade, dar aula no Lar estrela e tudo mais.

Infelizmente, mais uma foi atingida com o machismo. Dessa vez o assunto repercutiu globalmente (REDE GLOBO DE TV). Dessa vez ninguém se calou. Demorou muito, gente. Eu sei. Quantas camareiras, figurinistas, atrizes… Quantas mulheres devem ter sofrido assédio nesse meio até hoje? Muitas.

Acho difícil, mas caso alguém não esteja entendendo nada do que eu estou falando, lá vai: o ator José Mayer foi acusado de assediar uma colega de trabalho. Após negar veemente,  hoje ele lançou uma carta aberta onde diz reconhecer o erro. Contudo, na carta o ator acaba negando a sua responsabilidade, afirmando que a culpa é “de uma geração que aprendeu que atitudes machistas podem ser disfarçadas de piadas”.

Bom, como era de se esperar, a Rede Globo lançou a campanha #Mexeucomumamexeucomtodas em que as funcionárias da emissora postaram fotos usando a camiseta com a estampa dessa frase. Se a campanha era contra o José Mayer? Não, não, elas direcionaram a campanha a todos os homens. Se eu acho certo? NÃO.

Explico: por mais que seja um avanço o feminismo ser colocado em rede nacional, não é justo que a conduta do ator seja considerada como algo que todos os brasileiros homens e “daquela época” fazem. FOI ELE QUEM FEZ, poxa!

Se vocês pararem para pensar, não foi a geração do José Mayer quem disse palavras baixas e assediou a moça, não foi a geração que passou a mão na genitália dela sem o consentimento da mesma, foi um homem real, de carne e osso, com atitudes concretas e reais. E não é a geração, nem o coletivo abstrato de “homens” quem assedia. São pessoas que devem ser responsabilizadas.

Não quero, não posso e não vou colocar a culpa nessa tal sociedade abstrata. Não adianta coletivizar a culpa e terceirizar as responsabilidades!

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