Se o amor ainda pulsa

original

Está tudo mal resolvido, não sabemos ao certo o que aconteceu, não conversamos sobre os nossos sentimentos… Não dá para deixar tudo assim, de qualquer jeito, jogado na superfície, quando o que realmente existe é firme como raiz. O que nos cerca hoje está no nível mais profundo de nós mesmos.

Hábitos, ruins ou bons, nos trazem comodidade e, por fim, acabamos preferindo a mesmice rotineira que as novidades. Temos medo de arriscar, de tentar, de descobrir… Somos daqueles casais que preferem a distância que aquele “oi” seco proporciona que conhecer a versão do outro sobre os fatos, por toda a comodidade que isso nos traz.

Não tomar banho de chuva, de vida, de esperança, porque… ah, vou me molhar, afinal! Perder a alegria de conhecer a energia do céu, que nos abençoa e nos enche de alegria, tudo por querer continuar na mesmice. Nós somos assim.

Quando algum assunto diferente surge e vê-se que pode causar divergências, logo damos um jeito de fazê-lo cair por terra.

Graças a Deus que existem também os dias de faxina. Eles são essenciais. No nosso caso específico, são raros, mas existem. E, quando chegam, eis o momento inevitável. Agora a água é mar e nós dois sentimos que vamos nos afogar em ondas revoltas que não cansam de nos devastar.

Mas é necessário e sabemos disso. Sentamos para conversar e deixamos a água salgada nos invadir. Lágrimas, sabe? Elas rolam muito nessas horas também. É difícil assumir o erro. Reconhecer que sente falta é muito ruim. Demonstrar fraqueza é péssimo.

Calma. O tempo cura tudo. É doloroso, mas, se o amor ainda pulsa, é necessário.

Assim, de peito aberto e coração sincero, cada lado consegue, sem sombras, escancarar seus medos, desejos, anseios e conflitos. Juntos, compreendemos, enfim, que o segredo está em ver o lado mais profundo do outro com empatia caso, de fato, haja o desejo de resolver a situação.

Entrando nesta escuridão imensa de nós mesmos, que mal parece ter fim, uma hora encontramos a luz. Percebemos, então, o tempo desperdiçado no conforto do passado. Por não buscarmos alcançar, ficamos cada vez mais distantes – mesmo estando próximos como nunca.

Dali em diante, tudo vai ser bem melhor do que antes.

 

 

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