Não há necessidade de pressa

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Há um tempo atrás estava me sentindo sozinha, tinha acabado de ter uma decepção amorosa, daquelas que te deixam em casa por semanas comendo brigadeiro e sem esperança de encontrar alguém novamente.

Quando melhorei um pouco e resolvi sair com meus amigos, fui apresentada a um car bem gato. Ele era alegre, topava as coisas de primeira e estava disponível. Pronto, aquela luzinha que pisca quando você vê uma solução para seus problemas estava acessa. Ao menos foi isso que eu imaginei.

Daí vocês já imaginam, né? Pulei de cabeça em mais um relacionamento que não tinha nada para dar certo. Ele não gostava dos meus amigos e vice versa. Ele  não gostava dos meus programas favoritos e nem eu dos dele. Ele não apoiava meus sonhos e não me contava os dele. Foram dois meses intensos, para mim. Apenas para mim.

Mas como todo relacionamento que começa pelas razões erradas, ele terminou. Dei sorte que durou pouco, então não tive grandes feridas para esperar cicatrizar.

Essa historia já se repetiu algumas vezes na minha vida. Já me envolvi em muitos relacionamentos pelas razões erradas. Já quis me completar, ser mais confiante, curar minha carência.. Ao invés de olhar para dentro e buscar o auto conhecimento, fui buscar em outra pessoa, em um relacionamento qualquer.

Aprendi, da pior forma possível, que relacionamentos têm que ser escolhidos com sabedoria. É bem melhor estar sozinho que estar em má companhia. Não há necessidade de pressa. Se algo está destinado a ser, isso vai acontecer no tempo certo, com a pessoa certa e pelo melhor motivo.

Cleo Pires: a nova ícone feminista favorita

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Cleo Pires estreou na televisão aos onze anos de idade em uma participação em “Memorial de Maria Moura” (1994). Na minissérie, viveu a protagonista Maria Moura quando criança. A personagem na fase adulta foi vivida por sua mãe, Glória Pires.

Depois disso, participou de várias outras minisséries, novelas e filmes também apresentou alguns programas e foi capa de inúmeras revistas.

Seja fã da atuação dela ou não, você precisa saber que esta mulher é coisa grande. Cleo tem como missão pessoal ensinar as mulheres a: “Confiar em seus instintos e alimentar os desejos“. Ok, é improvável que ela, por si só, mude a cabeça de alguém, mas, em um momento em que as estrelas pop são inautênticas e apolíticas, isto é refrescante. Cleo está cada vez mais relevante!

Ao invés de crescer na sombra de seus pais famosos, Cleo trilhou seu caminho, venceu os obstáculos de seu sexo (que foram evidentes desde o início, e ela os tem superado desde então) e cada dia ela se torna mais autêntica e independente.

Cleo criou um site (http://www.cleopires.com/ )  voltado a moda, beleza, lifestyle e feminismo.

Cleo afirmou em entrevista ao site da Vogue:

“Eu sou feminista. Está super em voga isso. Toda vez que repito essa frase, logo penso “putz, acho que cansou um pouco o termo”. Mas eu não acho que cansou. É muito bom que todo mundo esteja falando nisso. Fui percebendo aos poucos que precisamos primeiro falar sobre feminismo para entederem que isso não é algo excludente. Ninguém quer que os homens tenham menos direitos e que as mulheres tenham mais direitos que os homens. Quando pedimos direitos iguais, não estamos pedindo para sermos tratadas como homens. É entender o que é a mulher e a peculiariedade de cada uma, mas, também, ter um conjunto de leis que nos privilegiem todos, e não só os homens. E isso ainda não aconteceu, então nós precisamos do feminismo. Principalmente na cultura que temos. Muitas vezes a gente se expressa sobre algum assunto de uma forma que nem nos tocamos… Isso acontece muito nos casos de estupro: logo queremos saber como ela estava vestida e o que ela fez para aquilo acontecer. Existe uma mentalidade em culpar a mulher por mostrar a sua sensualidade e se expressar de forma diferente, ou por não usar sutiã, por exemplo. O peito não é um orgão sexual, é um orgão com o qual você alimenta. Você pode usá-lo como sexual se quiser, mas não deve ser encarado desta forma. A nossa sexualidade não deve ser oprimida.”

Por todos esses motivos, escolhi a Celo Pires para ser a nova ícone feminista favorita!

Deixe nos comentários sua indicação de ícone feminista ❤

Seja o amor de sua vida

BAZAR (47)

Outro dia, li um post que dizia assim ” Se você for enumerar as coisas que você ama na sua vida, quanto tempo vai demorar para aparecer ‘você’ na sua lista?”. Essa simples pergunta me fez refletir muito.

Não sei ao certo porque mexeu tanto comigo esse assunto de amor próprio, talvez porque eu esteja me deixando de lado. Sim, eu, a pessoa que mais passa tempo comigo mesma e a quem eu devo tudo, estou me deixando de lado.

Achou complexo? Vou tentar te explicar com um teste.

Me conte o que você fez essa semana para cuidar de você:

( ) Dormir 8 horas por noite

( ) Tomar dois litros de água por dia

( ) Fez  30 min diários de atividade física

( ) Tirou algum tempo para meditar ou refletir sobre a vida

Sinceramente, eu não fiz nada disso essa semana. Engraçado, né? Passamos tanto tempo cuidando dos outros, nos preocupando com os outros e nos esquecemos de nós mesmos.

Não é egoísmo pensar em você e querer estar bem. Ao contrário, isso é a maior prova de amor com os outros, pois você só poderá dar de si, se tiver saúde e disposição para oferecer algo.

Então, vai lá. Tire um tempo para você – se ame! Seja o amor da sua vida.

 

Querido Diário

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Quando escrevo, eu gosto de falar sobre coisas alegres, dos filmes e séries que eu assisto, dos lugares que eu conheço e as coisas legais da minha rotina. Dessa vez, vou falar sobre um assunto triste: #bullying . Quando eu era criança, esse termo não era muito utilizado e as pessoas costumavam dizer que quando algum menino implicava com você, era porque ele gostava de você! Se uma menina implicasse, era porque ela tinha inveja! E para resolver isso, era só você não dar atenção.

Hoje, sabemos que não é bem assim. Eu sempre fui introspectiva, gostava de ficar no meu mundinho lendo, escrevendo, assistindo tv e nunca fui de ter muitas amigas ou de ficar conversando muito. Além disso, eu era muito magra, tinha um cabelo enorme, um nome diferente, dentes “encavalados”. Essas características me renderam vários apelidos: dente de cavalo, Mônica dentuça, múmia, perna fina, ogra… A escola tem o papel fundamental na nossa formação e nem sempre é o lugar mais receptivo para estarmos, já reparou?.

Quando eu era tinha 8 anos, fui morar com minha avó. E a escolha da minha mãe de não ficar com os filhos me renderam vários questionamentos e eu sempre ouvia as pessoas falando coisas do tipo “filho de peixe. peixinho é”. Lembro de quando estava na quarta série e eu tinha uma melhor amiga e um dia ao entrarmos na sala nos deparamos com nosso nome no quadro escrito ao lado: ‘PUTAS’. Nós tínhamos uns 9 anos, nem sabíamos o que era beijar na boca e já estavam nos chamando disso. Pois é, crianças podem ser más!

Nosso professor xingou a sala toda, não procurou saber quem era e só pediu que isso não se repetisse. Nenhum adulto conversou conosco nem com nossos responsáveis e a história simplesmente foi esquecida. Depois, na sétima série, minha única amiga havia mudado de escola e eu estava sozinha. Daí eu comecei a namorar com um menino 8 anos mais velho que eu e, como eu sempre morei com meus avós. eu só podia sair aos domingos e das 19 às 21:30. o que não facilitava em nada a minha missão de fazer amizades. Um certo dia, eu estava sozinha no intervalo, umas meninas do ensino médio estavam olhando para mim e rindo.

Daí ela me chamaram para conversar e eu fui. Elas começaram a me perguntar se eu tinha namorado, com quem eu namorava, se eu sabia o que ele fazia a noite até que uma menina me chamou de corna e todas começaram a rir. Eu só consegui sair dali e ir ao banheiro chorar. Não, eu não terminei com ele, depois disso ainda namoramos mais 3 anos. Eu me sentia sozinha demais para abrir mão da única pessoa que, na minha percepção, sempre estava ao meu lado.

Depois disso, mudei de escola, veio o ensino médio, conheci várias pessoas comecei a namorar de novo. Dessa vez, ouvi dele que eu era tão vagabunda quanto minha mãe. Quando terminamos ele colocou no nome do orkut ‘fiama, tesudinha do funk’. Nessa época, o meu maior desejo era ir para faculdade para poder ser alguém diferente do que as pessoas achavam que eu era. Sim, eu tinha vergonha do as pessoas achavam que eu era! Eu fui para faculdade, daí reprovei em uma matéria pela primeira vez na vida. Fui fazer a cadeira com o mesmo professor no terceiro período e havia prometido para mim mesma que tiraria total em tudo. Eu não conhecia ninguém da nova turma e como sempre, tinha muita dificuldade em fazer amizade. O professor havia marcado uma prova no início do semestre para uma segunda feira, alguns meses depois, na época da prova, a turma sugeriu que a prova fosse na terça e o prof afirmou que só mudaria para terça se todos concordasse porque já estava marcado ha meses. Eu tinha uma prova com um professor fodastico de direito civil na terça a noite e a prova seria na terça de manhã, por isso optei por não mudar a data. Só eu. No fim, a prova foi na terça. Mas isso foi o de menos para mim, recebi inúmeros prints de meninas me xingando de puta, vagabunda, retardada e outras coisinhas de um nível mais baixo.

Em nenhuma dessas situações ninguém se colocou no meu lugar. Eu fiquei muito tempo sem consegui olhar para cara de ninguém. E cada dia mais os meus complexos aumentaram. Por isso é tão importantes falar sobre bullying. A gente nunca sabe o que a pessoal viveu até ali. As pessoas passam por coisas na vida que desconhecemos. As vezes quando você acha que está simplesmente apontando o dedo, você pode estar colocando o dedo naquela ferida mais sensível, mesmo sem ser sua opinião. As vezes, sua “brincadeirinha” pode desencadear um monte de coisa ruim na vida da pessoa. Por que desse texto? Comecei a assistir #’13reasonswhy . e a série me fez pensar sobe a minha vida até aqui. Simples!