Seja o amor de sua vida

BAZAR (47)

Outro dia, li um post que dizia assim ” Se você for enumerar as coisas que você ama na sua vida, quanto tempo vai demorar para aparecer ‘você’ na sua lista?”. Essa simples pergunta me fez refletir muito.

Não sei ao certo porque mexeu tanto comigo esse assunto de amor próprio, talvez porque eu esteja me deixando de lado. Sim, eu, a pessoa que mais passa tempo comigo mesma e a quem eu devo tudo, estou me deixando de lado.

Achou complexo? Vou tentar te explicar com um teste.

Me conte o que você fez essa semana para cuidar de você:

( ) Dormir 8 horas por noite

( ) Tomar dois litros de água por dia

( ) Fez  30 min diários de atividade física

( ) Tirou algum tempo para meditar ou refletir sobre a vida

Sinceramente, eu não fiz nada disso essa semana. Engraçado, né? Passamos tanto tempo cuidando dos outros, nos preocupando com os outros e nos esquecemos de nós mesmos.

Não é egoísmo pensar em você e querer estar bem. Ao contrário, isso é a maior prova de amor com os outros, pois você só poderá dar de si, se tiver saúde e disposição para oferecer algo.

Então, vai lá. Tire um tempo para você – se ame! Seja o amor da sua vida.

 

Querido Diário

bab5bafa3c8736e3b28ecbdd8cdf300e

Quando escrevo, eu gosto de falar sobre coisas alegres, dos filmes e séries que eu assisto, dos lugares que eu conheço e as coisas legais da minha rotina. Dessa vez, vou falar sobre um assunto triste: #bullying . Quando eu era criança, esse termo não era muito utilizado e as pessoas costumavam dizer que quando algum menino implicava com você, era porque ele gostava de você! Se uma menina implicasse, era porque ela tinha inveja! E para resolver isso, era só você não dar atenção.

Hoje, sabemos que não é bem assim. Eu sempre fui introspectiva, gostava de ficar no meu mundinho lendo, escrevendo, assistindo tv e nunca fui de ter muitas amigas ou de ficar conversando muito. Além disso, eu era muito magra, tinha um cabelo enorme, um nome diferente, dentes “encavalados”. Essas características me renderam vários apelidos: dente de cavalo, Mônica dentuça, múmia, perna fina, ogra… A escola tem o papel fundamental na nossa formação e nem sempre é o lugar mais receptivo para estarmos, já reparou?.

Quando eu era tinha 8 anos, fui morar com minha avó. E a escolha da minha mãe de não ficar com os filhos me renderam vários questionamentos e eu sempre ouvia as pessoas falando coisas do tipo “filho de peixe. peixinho é”. Lembro de quando estava na quarta série e eu tinha uma melhor amiga e um dia ao entrarmos na sala nos deparamos com nosso nome no quadro escrito ao lado: ‘PUTAS’. Nós tínhamos uns 9 anos, nem sabíamos o que era beijar na boca e já estavam nos chamando disso. Pois é, crianças podem ser más!

Nosso professor xingou a sala toda, não procurou saber quem era e só pediu que isso não se repetisse. Nenhum adulto conversou conosco nem com nossos responsáveis e a história simplesmente foi esquecida. Depois, na sétima série, minha única amiga havia mudado de escola e eu estava sozinha. Daí eu comecei a namorar com um menino 8 anos mais velho que eu e, como eu sempre morei com meus avós. eu só podia sair aos domingos e das 19 às 21:30. o que não facilitava em nada a minha missão de fazer amizades. Um certo dia, eu estava sozinha no intervalo, umas meninas do ensino médio estavam olhando para mim e rindo.

Daí ela me chamaram para conversar e eu fui. Elas começaram a me perguntar se eu tinha namorado, com quem eu namorava, se eu sabia o que ele fazia a noite até que uma menina me chamou de corna e todas começaram a rir. Eu só consegui sair dali e ir ao banheiro chorar. Não, eu não terminei com ele, depois disso ainda namoramos mais 3 anos. Eu me sentia sozinha demais para abrir mão da única pessoa que, na minha percepção, sempre estava ao meu lado.

Depois disso, mudei de escola, veio o ensino médio, conheci várias pessoas comecei a namorar de novo. Dessa vez, ouvi dele que eu era tão vagabunda quanto minha mãe. Quando terminamos ele colocou no nome do orkut ‘fiama, tesudinha do funk’. Nessa época, o meu maior desejo era ir para faculdade para poder ser alguém diferente do que as pessoas achavam que eu era. Sim, eu tinha vergonha do as pessoas achavam que eu era! Eu fui para faculdade, daí reprovei em uma matéria pela primeira vez na vida. Fui fazer a cadeira com o mesmo professor no terceiro período e havia prometido para mim mesma que tiraria total em tudo. Eu não conhecia ninguém da nova turma e como sempre, tinha muita dificuldade em fazer amizade. O professor havia marcado uma prova no início do semestre para uma segunda feira, alguns meses depois, na época da prova, a turma sugeriu que a prova fosse na terça e o prof afirmou que só mudaria para terça se todos concordasse porque já estava marcado ha meses. Eu tinha uma prova com um professor fodastico de direito civil na terça a noite e a prova seria na terça de manhã, por isso optei por não mudar a data. Só eu. No fim, a prova foi na terça. Mas isso foi o de menos para mim, recebi inúmeros prints de meninas me xingando de puta, vagabunda, retardada e outras coisinhas de um nível mais baixo.

Em nenhuma dessas situações ninguém se colocou no meu lugar. Eu fiquei muito tempo sem consegui olhar para cara de ninguém. E cada dia mais os meus complexos aumentaram. Por isso é tão importantes falar sobre bullying. A gente nunca sabe o que a pessoal viveu até ali. As pessoas passam por coisas na vida que desconhecemos. As vezes quando você acha que está simplesmente apontando o dedo, você pode estar colocando o dedo naquela ferida mais sensível, mesmo sem ser sua opinião. As vezes, sua “brincadeirinha” pode desencadear um monte de coisa ruim na vida da pessoa. Por que desse texto? Comecei a assistir #’13reasonswhy . e a série me fez pensar sobe a minha vida até aqui. Simples!

PASSEEEEEI NA OAB <3 Cadê minha rotina que estava aqui?!

bazar-33.jpg

Hello, people!

Tanto tempo que não passo aqui para conversar com vocês, confesso que tenho sentido muita falta! Isso porque minha rotina – ou a minha não rotina –  está uma verdadeira bagunça!

No começo do ano, eu resolvi me afastar um pouco de algumas redes sociais (blog, twitter e facebook) para me dedicar à minha preparação para OAB –  minha primeira fase da prova foi em abril e a segunda fase foi em maio – foram meses de muito estudo, abdicação, aprendizagem e introspecção.

Não vou dizer que foi fácil, porque não foi mesmo! Mas foi extremamente gratificante ver o meu nome naquela listinha de aprovados! Foi de primeira! Foi com muito suor! E eu não sei como agradecer a Deus, ao universo e a todos que me ajudaram por isso!

Durante meus estudos, fui compartilhando a minha rotina no instagram, conheci pessoas sensacionais que estiveram ao meu lado, me deram dicas e me ajudaram muito! Isso foi muito importante para mim.

Quando não estamos saindo muito, o número dos nossos amigos diminui consideravelmente. Já repararam isso? Nessa fase, eu tive que trabalhar meu emocional, meu psicológico e rezar muiiiiiito. Essas coisas me ajudaram a não me abalar tanto.

Ah, falando nisso, seu psicológico pode te ajudar muito durante a preparação e principalmente no dia da prova. Cuide dele e da sua saúde como um todo!

Minha rotina está uma loucura – REAL – sem exercícios físicos diários, escrevendo monografia, organizando a noite de caldos, aprendendo as atribuições da secretaria do rotaract, rocks da formatura, rifas da comissão, organização do bazar, algumas aulas na ufop, pegando muitos ônibus, tentando ajeitar e aprender as tarefas da nova fase da minha casa 😅

E o sumiço do Instagram? É isso! Está difícil manter uma rotina sólida, mas eu tenho me desdobrado! Me iludiram dizendo que depois da oab tudo se acalmava 😂 Mais alguém está com a rotina abalada?

 

 

Eu preciso voar e me encontrar

eu preciso voar e me encontrar

Eu acredito MUITO no amor. Eu não tenho namorado há algum tempo. Já fui traída sem dar o menor motivo para isso. Já fui traída por insegura de um ex namorado. Já traí por fraqueza minha. Já briguei por ciúmes, terminei por insegurança, já menti para me defender e já namorei sem realmente querer.

Me doei e me entreguei por inteiro e sofri demais. Não me doei e sofri quando percebi que poderia ter me doado mais. Já acreditei em falsas juras de amor e sofri demais. Aprendi muito e tenho muito o que aprender ainda. Quando me toquei que hoje era ‘dia dos namorados’ senti um vazio dentro de mim sem conseguir explicar o porquê. Não aguento mais responder para as pessoas que eu não tenho namorado, mas eu tenho muito amor dentro de mim.

Eu não vejo sentido em estar viva se não for para amar. Mas antes de amar outra pessoa eu preciso me amar, estar leve e confiante em mim mesma. Disposta a compartilhar um pouco de mim e a receber um pouco do outro. Eu juro que eu já tentei e juro que tenho tentado. Às vezes aparecem pessoas sensacionais na minha vida, mas que por razões que fogem ao meu entendimento, não permanecem.

Eu só sei que eu preciso voar e me encontrar. Tem dias que eu faço de tudo para entender a opinião dos outros, mas eu mesma nem me entendo, nem me escuto. Eu preciso me respeitar para, só assim, respeitar o outro. E para o universo eu nem peço muito: um cara leve, que saiba respeitar a minha liberdade e que tenha a mesma, ou mais,vontade de aprender e descobrir que eu tenho.