Documentário: Lady Gaga na Netflix

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O documentário “Gaga: Five Foot Two”, dirigido por Chris Moukarbel, estreiou na Netflix no dia 22 de setembro. O documentário buscou mostrar o dia a dia da cantora Lady Gaga sem máscaras, sem glamour, direta e despida de qualquer tipo de pudor.

Eu confesso que não sou  fã da Lady Gaga. Na verdade, não sabia quase nada da vida dela. Eu tenho esse “defeito” de não ser muito apegada a cantores, artistas e tals. Já conhecia e gostava de várias músicas dela, mas nada além disso.

Resolvi assistir o documentário por indicação de uma amiga. Olha, me surpreendi, pois desmistificou, para mim,  a ideia de que a fama e o dinheiro são sempre bons.

Eu sei que parece clichê, mas ela é gente como a gente! Ela chora, é ansiosa, insegura, tem problemas de relacionamento e chora muito! Ela tem problemas de saúde, de família… sente dores, se emociona… É intenso.

Nunca me senti bonita ou inteligente o suficiente ou uma grande artista. Essa é a parte boa do agora. Eu não me sentia bem assim, mas agora sinto. De todas as coisas que eu mereço, essa é a melhor coisa, saber que eu valho alguma coisa e posso ficar tranquila.

A Lady Gaga é uma feminista, que preza pela união das mulheres e saber disso me fez gostar muito dela! Ela fala abertamente dos relacionamentos amorosos dela, das críticas que a Madona faz a ela e do que as pessoas esperam de uma mulher no mundo da música pop.

A trilha sonora é linda, estou impressionada com as letras desse novo disco!

A cena que eu mais gostei é a do Walmart em que a Gaga procura pelo seu novo disco “Joanne” nas prateleiras e não acha. Ela procura um vendedor, ele não a reconhece, diz que não sabe onde está o CD; ela manda chamar o gerente e ele também não a reconhece (é a Gaga versão limpinha, gente!). Não vou contar mais senão estraga, mas ela faz mais coisas engraçadíssimas lá dentro.

Para quem, assim como eu, ficou curioso com o nome do documentário, achei essa explicação aqui:  “Aliás, Gaga não explica em nenhum momento o motivo do filme se chamar “Five Foot Two” (além do fato de ser a altura dela, 1,57m, no sistema métrico americano), mas a intenção é clara se você conhece a música. Esse nome é de uma canção famosa dos anos 20, um jazz que aparece bem sutilmente no documentário quando ela vai no batizado da filha de um dos membros de sua banda de jazz. Na festa, perambulando entre as mesas de convidados, o amigo de Gaga toca essa música no palco. Quer saber como é a letra? Ela conta a história de um homem procurando a garota da vida dele e avisando todo mundo que se ela aparecer coberta de casacos de peles e jóias, certamente essas coisas não são dela, dando a entender que isso não faz ela ser o que ela realmente é.” PHELIPE CRUZ

Vocês já assistiram? Gostaram?

 

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Filme: Ensina-me a viver

ENSINA-ME-A-VIVER

Hello, people!

O filme de hoje é perfeito para te fazer repensar caminhos quando a vida parecer ter perdido o sentido. Minha #dicadodia é o filme Ensina-me a viver que retrata o relacionamento entre um rapaz de 20 anos com obsessão pela morte, que gosta de ir a funerais e simular suicídios, e uma senhora de 79 anos encantada com a vida. Eles passam muito tempo juntos e, durante esta convivência, ela expõe a beleza da vida.

Como o mês de setembro traz a campanha #setembroamarelo para trabalhar o tema do suicídio, achei bem pertinente essa indicação de filme. É por meio da ausência de sonhos e perspectivas que se percebe um pedido de quem precisa de ajuda e merece um olhar delicado, acolhimento e suporte.

O tema suicídio é um lugar, muitas vezes, povoado de culpa e vergonha, apontando para a necessidade de ampliarmos nossos corações nessas travessias, sem julgamentos, dando espaço para falarmos sobre os pedidos de cuidado que cercam essa vivência.

Enquanto assistia ao filme fui tomada por diversas emoções: raiva, angústia, tristeza, amor, felicidade… É um filme dual, que pode ser forte e intenso, ou delicado e cômico. Talvez, dependa do que cada espectador queira ver, e de como cada indivíduo lida com esses dois aspectos abordados na história.

Ensina-me a Viver, de 1971, é um destaque do cinema no que diz respeito a filmes cujo foco é a morte. O longa é baseado em um roteiro escrito por Collin Higgins, que foi publicado como um romance no ano de 1971.

Neste filme, o desfecho é bem incomum. O protagonista Harold é um jovem obcecado pela morte. Ele, constantemente, frequenta funerais, e, está sempre simulando suicídios. Porém, essa estranha obsessão do personagem, muda quando ele conhece Maude, uma mulher de 79 anos, apaixonada pela vida, e por quem Harold se apaixona em certo momento da história.

Ensina-me a Viver não se tornou um clássico por acaso. Ele chuta as convenções, os preconceitos e nos apresenta uma história honesta sobre o encontro de almas. Um filme que inspira a sermos melhores e apreciarmos as boas coisas que passam por nós. Quem sabe até, procurar tocar um instrumento para nos dar ritmo à vida.

Ensina-me a Viver (Harold and Maude, 1971 / EUA)
Direção: Hal Ashby
Roteiro: Colin Higgins
Com: Ruth Gordon, Bud Cort, Vivian Pickles
Duração: 91 min.

 

 

Filme: Okja

OKJA-Netflix-Filme-Poster

Hello, people!

Dica para o final de semana: #okja filme do #netflix 🎬❤🐽

Sinopse: Por dez anos idílicos, a jovem Mija tem sido a cuidadora e companhia constante de Okja, um animal gigantesco e amiga ainda maior, em seu lar, nas montanhas sul-coreanas. Mas tudo isso muda quando a empresa familiar e conglomerado multinacional Mirando Corporation leva Okja para Nova York, onde a diretora executiva da companhia, Lucy Mirando, obcecada por sua imagem, tem grandes planos para a querida amiga de Mija. Sem um plano concreto, mas com muita determinação, Mija parte para uma missão de resgate, mas a sua já arriscada jornada logo fica mais complicada quando seu caminho cruza com diferentes grupos de capitalistas, demonstradores e consumidores, cada um lutando para controlar o destino de Okja. Enquanto tudo o que Mija deseja é levar sua amiga de volta para casa.

É um filme sobre amor e também sobre lutar pelos seus ideais. O filme é maravilhoso e que mistura fantasia com a realidade sobre abate dos animais, capitalismo e a falsa publicidade verde e ecológica.

Real, não sei se consigo comer carne depois desse filme, no mínimo, mudou demais a minha visão sobre alimentação. Eu preciso repensar sobre de onde vem o meu alimento e sobre o sofrimento dos animais. Entrar em contato com essa realidade é doloroso, mas ao mesmo tempo faz-se extremamente necessário para que possamos mudar nossas atitudes no mundo.

Eu não tenho uma resposta para tudo isso, mas tenho certeza que não precisamos maltratar o mundo para vivermos bem.

Okja é um filme bonito, com uma mensagem forte e com ótimas atuações. Assista!

 

Filme: O doador de memórias

THE GIVER

Hello, people!

 

Numa dessas minhas insônias da vida, encontrei o filme O DOADOR DE MEMÓRIAS no Netflix e, já conseguiu despertar meu interesse logo no título. O filme foi baseado no livro de mesmo título do autor Lois Lowry e levanta questionamentos e reflexões a respeito do sentido da existência, o sistema que nos controla e a injustiça tão eminente no mundo em que vivemos.

Eu gostei muito da adaptação para cinema, sem contar que fala sobre temas que eu tenho muito interesse: fala do controlar e do ser  controlado, da alienação social, da idealização do capitalismo que controla o mundo dentro do pensamento genérico e da condição que o governo impõe ao mundo globalizado. Há sim muita semelhança com o filme e nossa realidade. Super recomendo!

Até os 12 anos, as crianças pertencem a grupos de acordo com as idades, existe o grupo de um, de dois, de três e assim por diante. E todo ano, em dezembro, acontece uma grande cerimônia onde as crianças mudam de grupo. A cerimônia mais importante é a do grupo dos doze, onde cada um conhecerá o trabalho para qual foi designado e que exercerá até ficar idoso. Após essa cerimônia eles começarão o treinamento e darão início a sua vida adulta.
Existem várias atribuições dentro dessa comunidade dentre elas criadores, Mães-biológicas, Assistente de recreação, entre outras.
Jonas vive em sua unidade familiar com seu pais, e a irmã Lily. O pai de Jonas é criador, ou seja, ele é responsável por todas as necessidades físicas e emocionais das crianças novas, até elas completarem cerca de 1 ano. Sua mãe ocupa um bom cargo no departamento de justiça e sua irmã faz parte do grupo de sete.
Jonas é do grupo de onze e está apreensivo para a cerimônia que acontecerá em breve, pois deseja muito saber para que trabalho será designado.
Na cerimônia de doze, Jonas foi nomeado o novo recebedor de memórias da comunidade, ou seja, ele será o único responsável, por manter todo o conhecimento do passado e as memórias que a comunidade não tem, o que pode ser algo muito doloroso e conflitante.
Ao iniciar seu treinamento com o doador, ele começa a receber suas primeiras memórias. No início ele gosta bastante das boas memórias que recebe: Uma noite de natal, lembranças do amor, um dia de neve. Mas aos poucos ele percebe que nem todas as memórias são boas e que algumas inclusive são bastante dolorosas, então ele conhece também a guerra, a fome e a morte.
Jonas começa a perceber também que vive em mundo onde ninguém tem escolhas, onde os sentimentos são mascarados e em vários momentos surge o questionamento: Será que se pudéssemos escolher, faríamos a escolha certa?.
Conforme o tempo vai passando um sentimento de revolta surge em Jonas, e faz com que ele e o doador, pensem se não seria muito mais justo se todos dividissem essas memórias, se todos soubessem como o mundo já foi e se todos pudessem fazer suas escolhas.

Esse o tipo de filme que nos faz questionar como seria nossa vida se não pudéssemos escolher e nós faz pensar na importância da nossa liberdade.

TRAILLER