Resenha: O Alienista

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Hello, people!

As pessoas mais fascinantes que eu conheço leem, e leem muito. São aquelas que têm um bom papo, se enturmam em qualquer roda, conversam sobre tudo, têm conteúdo e sempre algo interessante a acrescentar. Então, garota, LEIA!

Por incrível que pareça, por mais que eu ame a literatura brasileira, nunca fiz nenhuma resenha do Machado de Assis aqui. Sim, estou bem assustada por ter reparado isso só agora!!! O livro escolhido é O ALIENISTA, provavelmente vocês já devem ter ao menos ouvido falar dele na época de escola. Esse livro inaugura a fase realista de Machado de Assis que antes se destacava por escrever romances. Na minha opinião, O alienista é um dos contos mais célebres do autor.

Dica de ouro: toda a obra de Machado de Assis foi disponibilizada gratuitamente. Você pode encontrá-la no site Domínio Público >> Clique aqui!

O livro conta a história de Simão Bacamarte, um renomado médico estudou na Espanha e que conquistou o Brasil por ser muito inteligente e estudioso. O médico decidiu viver na pequena cidade carioca chamada Itaguaí, lugar em que dedicou-se ao estudo da psiquiatria , uma parte da ciência que era, até então, pouco explorada.

Simão Bacamarte, ao conversar com autoridades locais, apresentou seu projeto de criar na cidade um um edifício em que ficariam reclusos todos os loucos de Itaguaí, chamada CASA VERDE.

Contudo, com o passar do tempo, Bacamarte acaba recolhendo não somente pessoas com explícitos distúrbios mentais, mas também aqueles que apresentavam alguma obsessão – como, por exemplo, alguém que ficara rico e emprestara todo o seu dinheiro sem exigi-lo de volta; ou mesmo um homem que passava suas tardes admirando sua própria casa -, gerando a revolta do povo, que passaram a ter amigos e familiares presos a mando do médico.

A população da cidade começa a se revoltar contra a Casa Verde e contra Simão Bacamarte. O povo indignado resolve fazer uma rebelião contra as injustiças cometidas com as internações. O levante foi liderado pelo barbeiro Porfírio o qual promete pôr abaixo as paredes do manicômio. Todavia, Porfírio entra em acordo com Simão. O consentimento foi suficiente para uma nova revolta liderada, agora, por João Pina, outro barbeiro da cidade. Milícias de outro território deram um fim às discórdias e o doutor prosseguiu seus estudos.

Por fim, ao perceber que suas teorias não eram corretas, o médico inverte completamente a situação. Neste momento, ele passa a definir que loucos são as pessoas que não têm nenhum problema psicológico – ou algo do tipo – pois para ele “onde há razão, há desequilíbrio”.

Assim, todos os pacientes foram soltos. Simão Bacarmarte concluiu que ele era o único são da cidade e resolveu se internar para se estudar algum tempo depois acabou morrendo. Percebe-se que nem mesmo o Dr. Simão tinha certeza da loucura nem os caminhos que o levariam a tamanha discrepância de pensamento.

De forma bem Machadiana, o livro apresenta sarcasmos, ironias, críticas sociais com pitadas de humor para atingir a ciência da época e o modo como os estudiosos tentavam entender e esclarecer a doença mental, também vista como loucura. Vale lembrar que naquela época a visão da loucura era bem diferente. Além disso, é interessante perceber como a população sucumbia-se aos detentores do poder hipócrita da época.

Me conte nos comentários qual resenha de livro você deseja ver por aqui! Beijos

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Resenha: Antígona

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Hello, people!

As pessoas mais fascinantes que eu conheço leem, e leem muito. São aquelas que têm um bom papo, se enturmam em qualquer roda, conversam sobre tudo, têm conteúdo e sempre algo interessante a acrescentar. Então, garota, LEIA!

Essa resenha é bem diferente dos livros que eu costumo ler e indicar por aqui. Antígona é uma peça grega, do gênero tragédia, que foi escrita por Sófocles.  A temática abordada está ligada ao direito e à literatura e traz alguns temas como: a consciência individual, o poder do Estado, a obrigação ou não de aceitarmos todas as leis e a própria existência de uma Lei natural que transcende à dos homens. Eu amei! Espero que vocês gostem também!

Sinopse: Neste livro Antígona, uma das mais memoráveis personagens femininas já criadas, luta sozinha contra um tirano e seus exércitos, abalando todo um governo. Uma das sete peças sobreviventes do grego Sófocles, a tragédia Antígona tem seu lugar reservado entre os clássicos fundamentais da literatura.

A peça se inicia com uma conversa entre as irmãs Antígona e Ismênia. Antígona revela a Ismênia que Creonte (o atual rei de Tebas) decidiu sepultar somente um dos seus irmãos, o Etéocles. Polinice, o outro irmão, não será sepultado e ficará ao relento, “presa de aves carniceiras”. Diante dessa situação, Antígona questiona a irmã sobre tal atitude de Creonte e em meio a revolta na qual se encontra, diz que fará o sepultamento de seu irmão sozinha e com as próprias mãos. Desse ponto em diante, acompanhamos a trajetória de Antígona após seu ato de coragem e as consequências do mesmo.

É nesse contexto que muitos pontos importantes dessa obra podem ser observados. O primeiro deles diz respeito as características da virtude e do  tempo – o “tempo” aqui mencionado é o kairós.

Uma observação importante: na estrutura linguística, simbólica e temporal da civilização moderna, geralmente emprega-se uma só palavra para significar a noção de “tempo”. Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairós. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico ou sequencial (o tempo que se mede, de natureza quantitativa), Kairós possui natureza qualitativa, o momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece: a experiência do momento oportuno.

Para Aristóteles, sem  a prudência não haverá  a virtude, pois sem ela não haverá a justiça e nem a temperança. Assim, a prudência é uma virtude ética.

Num segundo momento, o livro aborda o conceito de justiça que consistiria em dar a cada um o que é seu por direito. O justo é aquele que dá ao outro o que é seu por direito. E isso nos leva a pensar: é a justiça que determina o que é seu por direito? NÃO. O Direito é objeto da justiça, A prudência determina o direito, a jurisprudência, é a palavra utilizada pra dizer a virtude da prudência no direito.

Outro tema abordado é a coragem trazida como uma virtude moral importante. Para Aristóteles, é um justo meio entre dois extremos. Por falta, tem-se o vício da covardia e da temeridade, excesso em relação a coragem. Que virtude determina o justo meio da coragem? A prudência. A característica da prudência aparece em Antígona e Aristóteles recolhe dentro de sua ética.

A virtude da prudência é um saber conectado com a vida e tem que se ajustar com o tempo que é próprio da vida não o tempo abstrato que chamamos de chromos – aquele que dividimos em porções iguais e que não conseguimos individualizar -mas do tempo kairos, o tempo do momento oportuno, com qualidade, em que determinadas horas e momentos são bons para determinadas ações.

Como a virtude da prudência está conectada com a ação correta ela está conectada com a ação correta no momento correto. Isso pode ser percebido em Antígona, pois depois do discurso de Tyredes, Creonte se dá conta de que estava equivocado, mas ele percebeu isso tarde demais.

O arrependimento de Creonte chegou quando já era tarde. Portanto, é necessário ter muita cautela na hora de tomar decisões. E para finalizar, fiquei satisfeita com o desenvolvimento e o final: não achei o final completamente justo (por apego, talvez), mas a forma com que a peça termina é muito satisfatória.

Indico a leitura para todos aqueles que procuram algo diferente.

Resenha: A Cabana

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As pessoas mais fascinantes que eu conheço leem, e leem muito. São aquelas que têm um bom papo, se enturmam em qualquer roda, conversam sobre tudo, têm conteúdo e sempre algo interessante a acrescentar. Então, garota, LEIA!

Diferentemente da maioria dos livros que eu leio, este livro não foi escolhido por mim, ele me escolheu. Sim, ganhei de presente da minha mãe e acabei lendo e me apaixonando! É preciso ter mente aberta para compreender e aprovar a leitura. O livro descreve Deus de uma forma diferente da que imaginamos, e não para por aí. É uma leitura cativante e extremamente emocionante.

A história que o livro traz é sem dúvida maravilhosa, sem contar o fato do livro ser muito bem escrito, com uma narrativa que te prende do começo ao fim. Os primeiros capítulos envolvem a trama do desaparecimento da filha de Mack até sua ida para a cabana e as primeiras descobertas dele do seu grande encontro não consegui parar de ler.

Depois o livro se tornou um pouco mais tranquilo na questão de entusiasmo -um pouco maçante até – mas ganha um contexto profundo trazendo grandes ensinamento sobre amor e relacionamento, mudando assim um pouco ou acrescento nova perspectiva sobre Deus, Jesus e o Espírito Santo…

O final é fantástico, em certa altura da leitura achei que o livro iria terminar ou se tornam um tanto fantasioso ou surreal demais. Sei que em um ponto, tudo começou a fazer sentido e comecei a entender a mensagem. Me fez chorar.

A maneira como Mackenzie aprende a se relacionar com Deus abriu minha visão do que realmente é amor.

Recomendo!!!

 

Resenha: Pollyanna

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Hello, people!

As pessoas mais fascinantes que eu conheço leem, e leem muito. São aquelas que têm um bom papo, se enturmam em qualquer roda, conversam sobre tudo, têm conteúdo e sempre algo interessante a acrescentar. Então, garota, LEIA!

Uma amiga minha me indicou esse livro dizendo que ele tinha tudo a ver com a minha filosofia de vida. Pesquisei um pouquinho sobre e resolvi ler. Resultado: AMEEEEI ❤ Realmente tem tudo a ver com o que eu acredito e a leitura é bem simples e flui. Eu li em três horinhas e fiquei com vontade de ler mais hahaha Super recomendo!

Eu acredito que os livros sempre chegam na hora certa nas mãos de quem precisa, e dessa vez foi a minha hora, estava precisando dessa leitura!

Pollyanna é uma obra bastante “contente” que conta a história de uma garotinha, levando o mesmo nome do título do livro, que após perder sua família, teve que ir morar com sua tia (irmã de sua falecida mãe), a única parente próxima viva.

Sua tia, Miss Polly, a princípio, não é uma pessoa nada amável e Pollyanna faz de tudo para vê-la contente. Pollyanna, no entanto, é o contrário de sua tia. Ela é uma criança contagiante, que encontra motivo em tudo para estar contente.

No decorrer do livro, Pollyanna acaba cativando a todos na cidade, através do “jogo do contente”, que o seu pai havia ensinado, que funciona em ficar contente, mesmo com os piores motivos. No meio disso tudo, a garotinha acaba descobrindo alguns segredos do passado de sua tia, Miss Polly, e termina de conquistar e libertar a velha tia que vivia para cumprir seus deveres, e não para viver a vida.

Pollyanna é uma criança com o coração mais puro que já pude conhecer. Aprendeu com o pai a jogar o “jogo do contente”, quando ganhou um par de muletas ao invés de uma boneca. Seu pai lhe disse que ela poderia ficar contente com o presente, pois não precisaria delas, conseguia andar perfeitamente. Desde então, em todas as ocasiões sempre procurara ver o lado positivo de tudo. Mesmo que uma situação pareça um problema impossível, mesmo que uma notícia lhe deixe com uma profunda tristeza, ainda assim se lembrava do jogo. Às vezes poderiam levar dias, mas sempre encontrava algo para se ficar contente.

É uma leitura que flui bem, que nos faz parar para pensar em como reclamamos tanto, muitas vezes por besteira. Problemas tão pequenos, que pensamos que jamais terá fim. Não conseguimos ver nada de bom em nossas vidas, e sempre temos do que reclamar. Mas Pollyanna, com sua pureza e alegria, nos faz ver que sempre temos o que agradecer em nossas vidas. Sempre acontece algo de bom em nossos dias, mesmo que seja algo simples, algo que pareça pequeno. E são nessas coisas que devemos nos apegar.

Pollyana é o tipo de livro que todos deveriam ler. Uma história cheia de acontecimentos comoventes, narrada de uma forma leve pela visão de uma menina que procura ver sempre o lado bom das coisas. Super envolvente e traz lições que fazem o leitor refletir seu modo de encarar determinadas situações da vida. Recomendo!