É pouco para mim

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Sabe, estamos tão acostumados a não receber muito carinho, atenção, cuidado e respeito que, as vezes, acabamos por não nos dar isso também.

Beleza, eu concordo que ninguém tem a obrigação de agradar a ninguém e que nós não devemos criar expectativas demais.

Mas quer saber, tem algo que depende exclusivamente de você: eu mereço tão pouco que vou me sujeitar a isso?

Essas reflexões surgiram depois de uma looooonga conversa com minha psi. Eu não estava me sentindo mal com a situação em que me encontro. Tá, eu também não estava bem, pois não era aquilo que eu queria. Mas eu estava aceitando POUCO, pouquíssimo!

Talvez por medo de parecer mandona demais,  demonstrar que estava gostando, de mostrar que sou frágil, ciumenta, sentimentalista, romântica… E nesse amontoado de medos, eu simplesmente fazia como ele queria. Do jeito que ele queria. A hora que ele queria.

Ei, e as vontades da dona Fiama, onde ficam? Ah, essa aí está abrindo mão de seus sonhos e seus desejos para agradar um qualquer aí. Que nem se importa com ela. Sabe por que? Porque ela se contenta com POUCO.

Não adianta colocar o boy que não te escuta, não te valoriza e muito menos que não quer as mesmas coisas que você no centro da sua vida. Isso não vai te fazer feliz, queridinha! Porque ninguém é feliz com POUCO. Porque ninguém merece POUCO.

Agradar os outros é ok!

Abrir mão do que você acredita e do que você merece só para agradar os outros não é ok!

 

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Clichês

“Fica calma, pequena, daqui a pouco tudo isso vai passar!”

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Isso soa clichê, né?! Mas pode acreditar em mim, é verdade. Assim como dizer que “é só uma questão de tempo” é extremamente clichê e a mais pura verdade. Já parou para pensar que podemos ser um amontoado de clichês?

É isso mesmo, um monte de clichês mal organizados. Algumas pessoas até conseguem disfarçar, mas no fim, quando são confrontadas com seus sentimentos mais puros, quando os lábios tremem e as palavras faltam, não tem jeito! Somos movidos pelos clichês de todo dia.

Parece loucura para você? Não se assuste não, menina, “é assim mesmo”: somos escravos dos nossos sentimentos, mesmo que não sejamos capazes de compreender isso. Poético, né?

Não é fácil para ninguém. Ainda bem, viu? Porque existir não deve ter a menor graça quando você nasce sabendo exatamente o que sente, o que quer e principalmente o que sonha. Quando alguém te obriga também.

“Loucura”. Pois eu não acho! Já mudei de ideia um milhão de vezes e tenho plena consciência que continuarei mudando. “Quebrar a cara nos ensina a crescer”.

Ah, e como eu disse no começo do texto, vai ficar tudo bem. ❤

P R E G U I Ç A

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Me define, apenas.

Preguiça de pessoas. De lugares. De situações. De costumes. De músicas. De preconceitos. Tudo tão igual: me dá o mesmo de sempre outra vez, mais uma vez e de novo. Até que o hábito começa a ser indispensável e aquele jeito de viver “dentro da caixa” passa a ser a única solução e a sua opção.

Você percebe?? Que preguiça disso.

Preguiça de mostrar o óbvio, de tentar explicar aquilo que você insiste em não querer aprender. Preguiça de falar com as paredes, pois você não quer escutar. Preguiça de ter que gastar tempo e o que resta da minha paciência com isso, com alguém que não se interessa e que não faz a menor questão de se interessar. Preguiça.

Vai, continua na sua caixinha. Porque eu cansei. P R E G U I Ç A!

 

 

 

 

Enquanto isso, nos bastidores do universo

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Você planeja passar um tempo em outro país trabalhando e estudando, mas o universo está preparando a chegada de um amor daqueles de tirar o chão, que fará você jogar fora seu atlas e criar raízes no quintal como se fosse uma figueira.

Você está muito satisfeita com a vida que tem e, se acabar seus dias desse mesmo jeito, ficará mais do que agradecida, porém publicará no Facebook uma foto incrível que tirou de um menino de rua e essa postagem despretensiosa vai lhe abrir as portas para uma nova carreira que você nem suspeitava ser possível iniciar.

Você treina para a maratona mais desafiadora da sua vida, mas não chegará com as duas pernas intactas na hora da largada, e a primeira surpresa será essa: o inferno da frustração. A segunda: durante a passagem pelo inferno, fará amigos que lhe ofertarão uma nova perspectiva de vida, aquela que você não imaginava que existia e que também o desafiará, só que de forma mais passiva.

Você não tinha certeza se queria filhos, mas todos em volta perguntavam: se não tiver, quem vai cuidar de você na velhice? Caiu nessa esparrela e hoje tem dois filhos amados – um é pesquisador na Antártica e a outra é dançarina em Moscou, ambos muito presentes pelo Skype, sem intenção de voltar.

Você sai toda bonita e cheirosa para encontrar seu namorado na casa dele, acreditando que será mais um encontro como os outros, mas no meio do caminho, num sinal fechado, é assaltada por um brucutu armado que lhe leva o carro e a confiança em noites que eram para ser apenas românticas.

Você sai toda bonita e cheirosa para encontrar seu namorado na casa dele, acreditando que será mais um encontro como os outros, e, ao chegar, se depara com um homem inspirado: ele sugere que você não saia mais de lá, que fique morando com ele.

O universo nunca entrega o que promete. Aliás, ele nunca prometeu nada, você é que escuta vozes. No dia em que você pensa que não tem nada a dizer para o analista, faz a revelação mais bombástica dos seus dois anos de terapia. O resultado de um exame de rotina coloca sua rotina de cabeça para baixo. Você não imaginava que iriam tantos amigos na sua festa, mas tampouco imaginou que justo seu grande amor não iria. Quando achou que estava bela demais, não arrasou corações.

Quando saiu sem maquiagem e com uma camiseta puída, chamou a atenção. E assim seguem os dias à prova de planejamento e contrariando nossas vontades, pois, por mais que tenhamos ensaiado nossa fala e estejamos preparados para a melhor cena, nos bastidores do universo alguém troca nosso papel de última hora e não nos comunica, tornando surpreendente a nossa vida.

MARTHA MEDEIROS